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Offboarding: o que é e em que consiste?

Offboarding: o que é e em que consiste?

Atualmente, a maioria das empresas reconhece a importância de um processo de integração bem estruturado. No entanto, muitas continuam a desvalorizar o momento da saída de um colaborador — o chamado offboarding. Ignorar esta fase final da jornada profissional pode revelar-se um erro com impacto significativo.

Se a integração marca o início de uma relação laboral, o offboarding representa a sua conclusão — seja por decisão do colaborador ou da empresa. Este processo inclui tarefas administrativas como o fecho da folha de remunerações, a devolução de equipamentos e a revogação de acessos a sistemas e plataformas.

O ciclo de vida do colaborador

Ao longo da sua permanência na empresa, o colaborador atravessa diversas etapas: candidatura, contratação, integração, avaliações, progressão na carreira, mobilidade interna, formação contínua — e, por fim, a saída.

Cada uma destas fases contribui para a imagem que o colaborador constrói da organização. Um processo de saída bem conduzido reduz o impacto emocional e reforça a reputação interna e externa da empresa.

Porque é que o offboarding é essencial?

Segundo um estudo da Mercer, a taxa de turnover voluntário (colaboradores que saíram voluntariamente) em 2023 foi de 10,6% em Portugal. Com uma taxa média de rotatividade elevada nas empresas portuguesas, é fundamental garantir que as saídas são geridas de forma estruturada e respeitosa.

Focar-se apenas nos colaboradores que entram transmite uma mensagem desmotivadora a quem fica. Todos observam como as saídas são tratadas, e isso influencia diretamente a cultura organizacional.

Experiência do colaborador, marca empregadora e advocacy

Estes três pilares estão no centro do marketing de recursos humanos:

  • Experiência do colaborador: todas as vivências e perceções ao longo da permanência na empresa.
  • Marca empregadora: imagem externa da empresa enquanto entidade empregadora.
  • Advocacy do colaborador: a forma como os trabalhadores — mesmo após a saída — falam da organização.

Uma saída mal gerida pode resultar em críticas públicas em redes sociais ou plataformas de avaliação. Pelo contrário, um desligamento respeitador e bem acompanhado fortalece a marca empregadora.

Colaboradores “bumerangue”

Trata-se de colaboradores que saem da empresa e regressam mais tarde. Um offboarding positivo mantém pontes abertas e torna esse regresso possível — o que representa uma grande vantagem: menos tempo de adaptação, conhecimento prévio da cultura e maior fidelização.

Os valores que devem marcar um bom offboarding

Até ao último dia, a empresa deve demonstrar:

  • Respeito pelo percurso do colaborador;
  • Empatia no diálogo e nas decisões;
  • Preocupação com o bem-estar e com o encerramento saudável da relação profissional.

Empresas que acompanham os seus colaboradores desde o primeiro até ao último dia são, regra geral, mais bem vistas e mais respeitadas no mercado.

Como implementar um bom processo de offboarding?

1. Comunicação clara e atempada

Notificar internamente a equipa sobre a saída. Sempre que relevante, informar também clientes ou parceiros. Se possível, envolver o colaborador na comunicação e reconhecer o seu contributo publicamente.

2. Garantir a continuidade do trabalho

Assegurar a transferência de responsabilidades, documentação e know-how. Preparar a passagem de tarefas e, se necessário, nomear substitutos. Ter procedimentos escritos ajuda especialmente em casos inesperados.

3. Recolher feedback

Através de uma entrevista de saída ou questionário anónimo, preferencialmente conduzido por um profissional de RH neutro. Serve para identificar pontos de melhoria e compreender os motivos da saída.

4. Oferecer apoio adicional (quando aplicável)

Em determinados casos, pode ser adequado disponibilizar:

  • Apoio à transição de carreira;
  • Encaminhamento para processos de recrutamento;
  • Acesso temporário a ferramentas ou conteúdos;
  • Pacotes de compensação (nos casos legais ou contratualmente previstos).

Este tipo de cuidado reforça a responsabilidade social da empresa.

Conclusão

As saídas fazem parte natural do ciclo de vida das empresas. Apesar de muitas vezes receberem menos atenção que as entradas, geri-las com profissionalismo, empatia e estrutura pode gerar benefícios significativos a longo prazo.

A Kelio apoia a gestão de pessoas em todas as etapas

Do recrutamento à saída, a Kelio oferece uma solução digital integrada para gerir o ciclo completo do colaborador, incluindo o offboarding:

  • Automatização de tarefas administrativas;
  • Fluxos de aprovação e checklist de saída;
  • Controlo de acessos e devolução de material;
  • Portal de feedback e registo de documentação.

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